A seleção está em busca de auto afirmação com o técnico Mano Menezes na "corda bamba", pois deu vexame na disputa do recém Copa América, em junho próximo passado, na Argentina.
O Brasil, incrivelmente, perdeu quatro pênaltis em disputa pela vaga às oitavas de final contra o Paraguai.
O mais absurdo é que o Paraguai chegou à final da competição com o Uruguai tendo empatado todas as partidas que disputou.
Graças aos "Deuses do futebol" sagrou-se campeão da competição o Uruguai, quinze vezes campeão, deixando para trás os selecionados favoritos de Messi, melhor do mundo em 2011, (Argentina, quatorze vezes campeã) e Neymar, promessa midiática de futuro-provável melhor do mundo, (Brasil, oito vezes campeão).
O técnico da seleção canarinho em entrevista para a mídia mundial "canta vantagem" e dá a entender que a Alemanha é "freguesa" do Brasil, vez que nos últimos vinte jogos ganhou dezessete partidas, tendo a alemanha ganho a última partida em 1993.
Vale lembrar que a seleção alemã vem a campo com jogadores de idade média baixa e bastante renovada, em relação ao mundial de 2010.
Contudo, a alvinegra européia merece respeito, porque além de ser tricampeã mundial, não fez feio nos dez últimos mundiais que disputou, sempre chegando entre as quatro melhores.
Por sua vez, a seleção nacional, que ostenta o título de pentacampeã mundial e de nunca ter ficado de fora de um mundial, é "useira e vezeira" em dar vexames em mundiais, copas sul americanas e américa, e em partidas amistosas.
O argumento nessas ocasiões é sempre o mesmo, independente do entra-e-sai de técnicos: "estamos testando novos talentos e uma nova tática de jogo".
Parece "prato feito" imposto aos técnicos pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que, alás, é assunto para mais tarde.
Na partida de hoje, o time está escalado com o goleiro Júlio César, os zagueiros Lúcio e Thiago Silva; os laterais Daniel Alves e André Santos; os volantes Ralf e Ramires; o meio campista Paulo Henrique Ganso; os ponta de lança Neymar e Robinho; e o centro avante Alexandre Pato.
O esquema tático, por óbvio, é o 4-3-3, e acreditamos que poderá evoluir para um 4-4-2, se quisermos segurar o resultado, ou 4-5-1, se quisermos buscar o resultado, ocasião em que usaremos e abusaremos dos contra-ataques.
Bem, a par da confiança do lado brasileiro, acredito que o Brasil ou empata ou perde o jogo pelos seguintes motivos:
1) o goleiro do Brasil não tem estatura física mínima para ser o goleiro reserva, quiçá o titular. O goleiro deve ter um porte físico e calma semelhante ao do ex-goleiro da seleção Dida; a agilidade do ex-goleiro da seleção Taffarel; e a habilidade técnica com os pés do goleiro Rogério Cene do São Paulo Futebol Clube.
2) o zagueiro esquerdo não tem as mesmas características do zagueiro direito Lúcio. Ademais, para suprir a estatura física insuficiente de Lúcio, o outro zagueiro deveria assemelhar-se com o ex-zagueiro Ronaldão, ex-São Paulo, ou Júnior Baiano, ex-Flamengo e Vasco da Gama. Uma dupla de zaga boazinha dá no que dá, tomamos gol adoidado em bolas altas na grande área, por excesso de gentilezas e confraternizações com o adversário.
3) o lateral André Santos não tem o perfil suficiente para ser, nem mesmo, reserva do selecionado. No seu lugar escalaria o Daniel Alves, driblador, excelente vigor físico, excelente batedor de faltas e, versátil, atua pelos dois lados do campo e meio de campo. Pelo lado direito escalaria Maicon, jogador viril, veloz, excelente porte físico, excelente cruzador de bolas e chutador exímio a gol. Ambos os laterais, Maicon e Daniel Alves são disciplinados tática e tecnicamente e se complementam em campo, formando a dupla de laterais "dos sonhos" de qualquer equipe do planeta.
4) o volante Ralf é uma incógnita, mas não deve ter as características de Ramiro, veloz, driblador e com um "pulmão de aço" de fazer inveja, condições essenciais para um bom volante.
5) o meia Ganso é uma promessa somente. O jogador está em péssima forma física e tem os dois joelhos comprometidos, por cirurgias precoces para a sua idade. Vide o destino do excelente jogador Sávio, ex-flamengo, que era velocíssimo, driblador, muito técnico, franzino, e, por isso mesmo, foi cassado incansavelmente em campo e teve abreviada sua carreira internacional por conta das inúmeras lesões sofridas por adversários desleais. O atleta nunca deveria ser chamado para o selecionado, porque está inviabilizado para disputas "viris" como se exige em competições mata-mata. Nessas condições, é impensável que Kaká, mesmo não jogando regularmente pelo seu time, seja deixado de fora da convocação, pois mesmo fora de forma "dá banho" em qualquer jogador da posição existente no mundo. Sua ausência somente deve ser explicada por conta de seu alinhamento religioso, seu excesso de honestidade de propósitos e à politicagem desenfreada dos cartolas nacionais, além da turrice do técnico atual.
6) os ponta de lança Neymar e Robinho merecem uma "chacoalhada". As duas estrelas da mídia estão mais preocupados em fazer "firulas" e chutar a gol em jogadas de efeito. Verdade seja dita, muitas muitas jogadas visam humilhar o adversário e são desnecessárias, pois improdutivas para o time, coletivamente falando. Assim, está claro que os dois estão visando os holofotes da mídia e menos ajudar o selecionado a vencer seus jogos. Robinho, atleta já consagrado internacionalmente, parece ter perdido o ímpeto de vestir a amarelinha. Além disso demonstra irritação se não é o garoto principal da badalada seleção e se irrita com a falta de escalação no time principal ou quando é substituído, mesmo atuando pessimamente, como se tem visto ultimamente. Neymar está no mesmo objetivo midiático. O que "salva" o jogador é sua gana e vontade de mostrar serviço ao mundo, apesar de ignorar os fãs brasileiros. Em acréscimo, o reizinho da mídia está muito preocupado em abastecer a conta bancária e deixando a desejar nos treinos, por conta dos inúmeros compromissos empresariais e de propaganda. A dupla, nesse ritmo, inferiorizam o selecionado, porque não são eficientes e precisos na função para a qual foram chamados, ou seja, fazer gols ou assistir ao atacante com cruzamentos na área. Não é de hoje que os ponta de lança são umbilicalmente ligados ao atacante, o qual depende de suas bolas para concluir as jogadas em gol com sucesso, dispensando a concorrência de ambos, porque o jogo é coletivo.
7) o atacante Pato está em função improvisada e não tem as características que o selecionado necessita, i. e., ser alto, forte, driblador e um concluinte preciso e eficiente em jogadas de gol dentro da grande área. O jogador que exerce a função de atacante não pode ser colocado para marcar da intermediária para trás, muito ao contrário, tem de ficar quietinho próximo da intermediária adversária, esperando uma bola servida pelos companheiros ou "espirrada" pela defesa rival. O atacante padrão, para concluir a gol em ótimas condições técnicas e físicas, não pode ficar se desgastando na marcação atrás da intermediária adversária, mas tem o compromisso de somente marcar os zagueiros ou goleiro na altura da grande área rival. Particularmente, escalaria Pato como ponta de lança direito, podendo "cair" pela esquerda, e só!
8) o técnico Mano Menezes não inspira confiança. Mano fala sonsamente e sem objetividade, percorrendo atalhos verbais desnecessários, demonstrando insegurança, e, por vezes, certo "ar de superioridade", acreditando que todos à sua volta são ingênuos ou desentendidos dos meandros do futebol.
Finalmente, o técnico da seleção verde-amarela, a meu ver, deve ser aquele que reunir certas qualidades:
1) estar no topo do ranking nacional de técnico em face de títulos e pontos conquistados em competições nos últimos quatro anos.
Este ranking , a ser gerenciado pela CBF, ainda não existe no mundo, é uma sugestão que neste momento dedico a todos os torcedores brasileiros.
2) ser pessoa de fácil trato como público.
3) possuir fácil "trânsito" e relacionamento na mídia.
4) não faltar coragem para escalar ou substituir, por mais estrelado ou "patrocinado" que seja o jogador.
Vide o caso do Ronaldo Fenômeno que em uma copa do mundo teve um espasmo e jogou por imposição de empresas patrocinadora da CBF. Deu no que deu.
Acredito piamente que sem essas características essenciais, o técnico será um porta voz do presidente da CBF e sua trupe, em flagrante prejuízo ao torcedor brasileiro, mas atuando nefastamente e em prol do empresariado ganacioso, e de suas finanças e interesses pessoais.
Enfim, apesar dessa análise técnica e racional pessimista, sou um torcedor fanático e apaixonado pelo selecionado brasileiro.
Espero, sinceramente, que as modificações sejam feitas pela cúpula intransigente da CBF e que o Brasil se supere tecnicamente e vença a fortíssima seleção Alemã.
Por sua vez, o adversário do velho continente, certamente, há muito não acredita em papai noel ou na lorota de que a camisa amarelinha já entra em campo ganhando jogo!
Alemanha 3 X 2 Brasil é a antevéspera do que o Brasil vai nos brindar em 2014, a continuar essa trupe atual que dirige e atua na seleção canarinho! - MM
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