Explica-se.
A decisão do título do Mundial de Clubes da Fifa tem aspectos relevantes, que informam o resultado final da partida a ser disputada nesse domingo, 16 de dezembro de 2012, no estádio do Yokohama, Japão, no continente asiático.
O treinador brasileiro Tite, do time brasileiro Corinthians, vai colocar Jorge Henrique, ponta esquerda veloz, driblador e pegador, no lugar de Douglas, que é lento, mas bom lançador e cadenciador do jogo.
Por outro lado, o técnico espanhol Rafa Benítez, do time inglês Chelsea, deve escalar Ramires, volante defensivo, com excelente índice de desarmes, mas com rompantes de atacante, que se infiltra com maestria pela esquerda, no lugar do zagueiro David Luiz, que deve retornar 'a zaga, e, na última partida do mundial de clubes, surpreendeu pela excelente técnica, como volante e as vezes como meio campista, e que se lançou esporadicamente ao ataque com muita desenvoltura.
Independente das substituições o que se verá na partida deste domingo é o 4-4-2 o Chelsea contra o 4-3-3 do Corinthians. O time brasileiro já começa atrás no esquema tático que vai adotar, porque é secular a vitória do esquema conservador 4-4-2 em partidas decisivas.
Note-se que o Corinthians entrará em campo com os atacantes Emerson Sheik, pela direita, Paolo Guerrero, o "peruano matador", centralizado, e Jorge Henrique, pela esquerda, enquanto o Chelsea terá Mata e Fernando Torres.
Comparando-se a dupla de atacantes do Chelsea com a tripla do Corinthians, o time inglês leva ampla vantagem, já que o técnico Tite exige demais de Emerson e Luiz Henrique, que devem ir e vir, marcando e atacando sem descanso, pelas alas, o que irá desgastar os atletas. Nesse ritmo alucinante, por faltar "gás" no momento que o time precisar ser mais ofensivo, particularmente nos 15 minutos finais. Ai o que se verá é a apatia tomar conta a dupla, os quais serão, inevitavelmente, substituídos por esgotamento físico.
Do lado do Chelsea o que ocorre é o oposto, os atacantes não descem demasiadamente e conservam o mesmo vigor físico durante toda a partida.
Outro sacrificado por Tite é Danilo, meio campista, que terá a dupla função de marcar Ramires ou David Luiz, e ao mesmo tempo ser lançador competente para o trio do ataque, o que convenhamos não é o seu forte, cuja subida ao ataque não é no mesmo nível de sua descida para compor a defesa, nos contra ataques "inimigos". Se falta competência técnica a Danilo, sobra em disposição na marcação, em versatilidade nas cabeçadas dentro da área e em potentes chutes da intermediária.
Torcida as vezes ganha jogo ou complica o time preferido. Nesse caso, apesar da invasão de 22 mil torcedores do "bando de loucos" corinthianos, o jogo vai ser um "duelo" de um time só. O Chelsea irá atacar constantemente e irá explorar a meia esquerda, onde é mais incisivo.
Por seu turno, o "curingão" vai tentar executar o seu "surrado" e previsível contra ataque. Patente que esse esquema tático está "manjado" até por nós torcedores. O Tite sabe e não "desgruda do osso", vez que essa postura tática nem sempre trouxe bons resultados ao time nessa temporada. Basta verificar a campanha no Brasileiro de 2012.
Vale lembrar, ainda, o erro comum a todos os treinadores brasileiros, que "medram" em disputas de partidas internacionais, ao confiarem na tese superada de que jogador joga com a camisa. Esquecem esses treinadores que vale em campo a disposição física, a excelência técnica e a disciplina tática previamente traçada para a partida.
Veja-se agora o caso do goleiro Cássio, que vai para final com o ombro lesionado e pode ser decisivo nos momentos de maior pressão do adversário. Não será nenhuma surpresa se esse excelente arqueiro, de estatura elevada, forte e que se posiciona bem dentro da área, muitas vezes "fechando o gol" aos atacantes, quando em jogada cara-a-cara vir a falhar em lance corriqueiro, por motivo de contusão. Diego Souza, ex-meio campo do Vasco da Gama, treme ao lembrar o gol perdido diante do gigante Cássio, na disputa de partida da semifinal da Libertadores e do qual o Corinthians sagrou-se campeão em 2012.
Com tudo isso "junto e misturado" temos que o time brasileiro será surrado, "sem dó nem piedade" pelo time europeu, que não usará de seu "ferrolho defensivo". Essa disputa já tem dono, pois O Chelsea irá buscar sua redenção nessa partida emocional, mas de racionalidade tática e técnica de um time só.
Então, o placar já está mais do que está evidenciado: 4 a 2 para o Chelsea, que irá se redimir do fiasco da eliminação precoce da primeira fase da Liga dos Campeões da Europa em 2012.
Menos mal a conquista do Chelsea no Campeonato Mundial de Clubes disputado no Japão, pois também é Brasil Campeão, porque tem entre seus astros Oscar, ex-São Paulo-SP, Ramires, ex-Cruzeiro-MG e David Luis, ex-Vitória-BA.
domingo, 16 de dezembro de 2012
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